Perto de encerrar seu mandato, a popularidade do presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, atingiu os 80%, índice recorde no país.Segundo a agência Ansa, um levantamento da consultoria Factum apontou que o mandatário uruguaio tem o apoio de 96% dos eleitores que costumam votar na Frente Ampla, coalizão de centro-esquerda que Vázquez faz parte.
Além disso, o atual presidente é bem visto por 63% dos eleitores tradicionais dos partidos Nacional e Colorado.
A sondagem também apontou que 80% dos uruguaios avaliam Tabaré Vázquez positivamente.
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Caso vença a disputa, o Mercosul será prioridade no governo em matéria de intercâmbio comercial, mas buscará uma maior abertura e diversificação de mercado, confirmou ontem o pré-candidato da coalizão governista Frente Ampla às eleições presidenciais do Uruguai, Danilo Astori.De acordo com a agência Ansa, Astori disse que dentro do Mercosul há duas visões: a do governo de Montevidéu, mais aberta a novos horizontes; e a de Buenos Aires, mais protecionista.
O pré-candidato também destacou que o Uruguai está preparado para enfrentar os possíveis efeitos da crise e que a situação do país não pode ser comparada à de 2005, quando o governo de esquerda do atual presidente, Tabaré Vázquez, assumiu o poder.
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Com o objetivo de atenuar os efeitos da crise econômica mundial, o Uruguai vai anunciar na próxima quarta-feira (18) uma série de medidas, em meio à notícia do aumento de 1% do desemprego no país em janeiro. Segundo a agência Ansa, as medidas decididas pelos Ministérios da Economia e da Indústria e Tecnologia contemplam isenções fiscais e facilitações do crédito.Em declaração ao jornal La República, o ministro da Economia uruguaio, Alvaro García, afirmou que não irá diminuir os gastos que contribuem para reduzir a vulnerabilidade do ponto de vista social e que podem gerar incentivos econômicos. “O país vai manter a expectativa de crescimento de 3% em 2009, apesar de funcionários do Ministério terem admitido a possibilidade de rever a projeção devido à crise”, adiantou.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, o nível de desemprego no Uruguai atingiu 7,8%, com um aumento um 1% em janeiro de 2009 em relação a dezembro. Em Montevidéu, foi registrado o maior aumento do desemprego, que passou de 5,9% para 8,4% em um mês.
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O relatório favorável a respeito do funcionamento da fábrica de celulose da finlandesa Botnia antecipado pela ONG Green Cross na Argentina, coincide com o obtido pela Diretoria Nacional de Meio Ambiente do Uruguai, segundo divulgou ontem a instituição por meio de sua titular, Alicia Torres.De acordo com a agência Ansa, a responsável pela filial argentina da entidade ecologista Green Cross, Marisa Arienza, confirmou ontem que os estudos realizados no ar em áreas próximas à industria, na cidade uruguaia de Fray Bentos, indicam que taxas de gases tóxicos muito abaixo daquelas toleradas pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
A indústria está situada à beira do rio Uruguai, limite geográfico entre Argentina e Uruguai. Manifestantes argentinos bloqueiam, há dois anos, a ponte General San Martín, que liga a uruguaia Fray Bentos, sede da fábrica, a Gualeguaychú, no país vizinho. Uma série crise bilateral, atualmente analisada pelo Tribunal Internacional de Haia, foi gerada por esse impasse.
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O ministro da Economia do Uruguai, Álvaro Garcia, anunciou um pacote de medidas contra a crise financeira mundial.Segundo a agência Ansa, estão previstos entre outros pontos a devolução de impostos ao setor exportador para injetar US$100 milhões de liquidez no mercado.
Por meio de créditos para compra de ração de gado também foi anunciado uma ajuda aos produtores laticínios. Garcia pretende atrair o setor privado para obras de infra-estrutura. A expectativa é que sejam atraídos US$1 bilhão. A intensificação do turismo é outra medida pretendida pelo ministro.
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O maior protecionismo democrata em relação à economia, aliado a pouca simpatia que Barack Obama tem em relação aos TLCs (Tratados de Livre Comércio), tornam pouco viáveis a assinatura deste tipo de acordo com o Uruguai – hipótese levantada em 2007 após a assinatura do Acordo Marco de Comércio e Investimentos (Tifa em inglês). Além disso, os efeitos da crise financeira internacional sobre a economia uruguaia, tornam pouco atrativos o mercado local aos empresários norte-americanos, hoje, mais interessados na proteção de seus negócios.
O governo Tabaré Vázquez não irá estatizar os fundos de pensão privados do país como fez a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. O anúncio foi feito pelo ministro da Economia do Uruguai, Álvaro García. Segundo a agência Ansa, ele acalmou os executivos das Afap (Administradoras dos Fundos de Investimentos da Previdência) dizendo que seu país não seguirá os passos da Argentina. Segundo o ministro do Trabalho, Roberto Baz, ao contrário da Argentina , o regime de previdência em seu país é misto e não exclusivamente privado. Desde o início de setembro, as Afap registraram perdas de US$ 627 milhões. (Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, afirmou que seu governo atuará com “sensatez e responsabilidade” frente à crise financeira internacional. Segundo a agência Ansa, ele pediu a seu gabinete uma ofensiva maior diante dos prognósticos catastróficos da oposição.“O Uruguai está bem e preparado para enfrentar a crise”, afirmou. Vázquez também disse que não planeja a aplicação de um ajuste fiscal. A reação do chefe de Estado uruguaio ocorreu depois que a oposição – liderada pelos partidos Blanco e Colorado – lembrou que o país será afetado pelas turbulências internacionais.
Como conseqüência, Tabaré Vázquez entende que seus ministros devem explicar a situação à população com “realismo, mas sem hesitação”.
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A imprensa uruguaia relatou que os negócios públicos e privados começam a sentir os efeitos da crise financeira internacional, apresentando queda na demanda e encarecimento do crédito, segundo informações da agência Ansa. De acordo com o jornal “El País”, dados da Inac (Instituto Nacional de Carnes) indicam que o preço médio por tonelada da carne bovina vendida ao exterior caiu de 28,6% para 18,6%. Fernando Pérez Abella, vice-presidente da Inac, disse que há uma “incerteza muito grande do ponto de vista financeiro”. (Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)