O ministro da Defesa uruguaio, Luis Rosadilla, informou que o adido militar da embaixada do Uruguai em Brasília e outros três oficiais, todos da Marinha uruguaia, foram afastados de suas funções por suposto envolvimento em compras irregulares de material naval.
Segundo a imprensa uruguaia, as compras irregulares tiveram início no ano 2000 e movimentaram até US$ 5 milhões de material para a Marinha, entre eles, uma grua hidráulica e um sistema para testes de motores.
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Se depender do presidente José Mujica, seu governo terá caracteristicas muito similares ao de Lula no Brasil. Oruindo da esquerda revolucionária, Mujica será um presidente pragmático e negociador.
Ao mesmo tempo em que mantém uma boa relação com seu colega venezuelano, Hugo Chávez, o mandatário uruguaio flerta com os EUA e vai a organismos internacionais buscar recursos para financiar a infra-estrutura do país.
Na área econômica, ele aposta na manutenção das conquistas do ex-presidente Tabaré Vázquez, e nos conhecimentos que o vice-presidente Danilo Astori—ex-ministro da Economia do governo Tabaré—possui.
Assim, a expectativa em relação ao governo Mujica é muito positiva. Justamente por isso, mais de 60% dos uruguaios responderam, em recente pesquisa, que tem uma expectativa boa ou ótima em relação ao atual governo.
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Perto de encerrar seu mandato, a popularidade do presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, atingiu os 80%, índice recorde no país.Segundo a agência Ansa, um levantamento da consultoria Factum apontou que o mandatário uruguaio tem o apoio de 96% dos eleitores que costumam votar na Frente Ampla, coalizão de centro-esquerda que Vázquez faz parte.
Além disso, o atual presidente é bem visto por 63% dos eleitores tradicionais dos partidos Nacional e Colorado.
A sondagem também apontou que 80% dos uruguaios avaliam Tabaré Vázquez positivamente.
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O Instituto Nacional de Estatísticas do Uruguai, órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento Social do país, revelou que cerca de 180 mil uruguaios deixaram a linha da pobreza. Os dados do último ano apontam que em dezembro de 2007 havia no Uruguai 26% de pessoas pobres, enquanto que em 2008, no mesmo mês, este número caiu para 20,5%.Segundo a agência Ansa, 683.480 dos cerca de 3,3 milhões de habitantes estão hoje na linha da pobreza. Informe do instituto indica que em todos os grupos de idade foram registradas diminuições. No entanto, ainda é evidente a concentração da pobreza entre os menores.
Entre os menores de 12 anos, a queda foi significativamente mais forte, com oito pontos percentuais a menos. Já a população com até cinco anos de idade registrou uma queda de 46,9% em 2007 a 39,4% em 2008; e de seis a 12 anos, este número foi de 46,8% a 37,3%.
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O Uruguai e os EUA avançaram nas negociações do Acordo Marco de Investimento e Comércio (Tifa, na sigla em inglês) após um encontro de representantes dos dois países na semana passada, em Washington, afirmou o ministro das Relações Exteriores uruguaio, Gonzalo Fernández.Segundo a agência Ansa, o ministro da Economia, Álvaro García, disse que “o essencial” do encontro foi o compromisso de ambas as partes para que até setembro, o Uruguai realize as análises sanitárias necessárias da carne bovina que os EUA desejam exportar para o país latino-americano.
Por sua vez, o Uruguai espera que os EUA agilizem a liberação dos trâmites administrativos para a liberação da carne ovina desossada no mercado norte-americano.
Assinado em 25 de janeiro de 2007, o Tifa é considerado uma preparação a um futuro Tratado de Livre Comércio (TLC).
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Caso vença a disputa, o Mercosul será prioridade no governo em matéria de intercâmbio comercial, mas buscará uma maior abertura e diversificação de mercado, confirmou ontem o pré-candidato da coalizão governista Frente Ampla às eleições presidenciais do Uruguai, Danilo Astori.De acordo com a agência Ansa, Astori disse que dentro do Mercosul há duas visões: a do governo de Montevidéu, mais aberta a novos horizontes; e a de Buenos Aires, mais protecionista.
O pré-candidato também destacou que o Uruguai está preparado para enfrentar os possíveis efeitos da crise e que a situação do país não pode ser comparada à de 2005, quando o governo de esquerda do atual presidente, Tabaré Vázquez, assumiu o poder.
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O Mercosul está “fechado” devido à recente adoção de “medidas protecionistas” por parte da Argentina, afirmou o ex-ministro da Economia do Uruguai e pré-candidato a presidente pela Frente Ampla, Danilo Astori.
Segundo a agência Ansa, ele disse que a Argentina coloca seus interesses na frente dos do bloco, “adotando medidas protecionistas diretamente contrárias com o projeto do Mercosul”.
Astori também disse em um encontro com a Associação de Imprensa Estrangeira no Uruguai que “há toda uma intenção argentina de predominar, por meio dos fatos, seu enfoque de política interna sobre a política coletiva. Assim, pretendem incorporar ao Código Aduaneiro Comum a possibilidade de adotar restrições. E agora estamos totalmente imobilizados porque a Argentina quer isto”.
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Com o objetivo de atenuar os efeitos da crise econômica mundial, o Uruguai vai anunciar na próxima quarta-feira (18) uma série de medidas, em meio à notícia do aumento de 1% do desemprego no país em janeiro. Segundo a agência Ansa, as medidas decididas pelos Ministérios da Economia e da Indústria e Tecnologia contemplam isenções fiscais e facilitações do crédito.Em declaração ao jornal La República, o ministro da Economia uruguaio, Alvaro García, afirmou que não irá diminuir os gastos que contribuem para reduzir a vulnerabilidade do ponto de vista social e que podem gerar incentivos econômicos. “O país vai manter a expectativa de crescimento de 3% em 2009, apesar de funcionários do Ministério terem admitido a possibilidade de rever a projeção devido à crise”, adiantou.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, o nível de desemprego no Uruguai atingiu 7,8%, com um aumento um 1% em janeiro de 2009 em relação a dezembro. Em Montevidéu, foi registrado o maior aumento do desemprego, que passou de 5,9% para 8,4% em um mês.
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Fontes ligadas ao setor agropecuário entendem que o Uruguai será fortemente afetado pela grave seca no sul do país.O diretor da empresa Crop Uruguay, Daniel Torres, disse que, pela falta de chuvas, a produção de milho, soja, sorgo e girassol está comprometida nas próximas semanas.
Isso está sendo causado pela estiagem que afeta o sul do país. Buscando solucionar o problema, a Frente Ampla e o Partido Blanco vem discutindo medidas para enfrentar a situação.
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O diretor-geral da Secretaria da Chancelaria uruguaia, Nelson Fernández, informou que o governo de seu país está estudando o impacto e a compatibilidade às normas do Mercosul e da Organização Mundial do Comércio (OMC) das barreiras às exportações dispostas na última segunda-feira (26) pelo Brasil.De acordo com a agência Ansa, o governo brasileiro passou a exigir, por meio do Departamento de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior, licenças prévias de importação para diversos setores.
Essa medida geraria na economia uruguaia um impacto de 36%, como consequência do possível bloqueio de exportações ao Brasil. O Uruguai exportou US$ 1 bilhão ao Brasil no ano passado, o que representa um aumento de 33,4% em relação a 2007. Esse número signfica 16,6% do total das vendas ao exterior.
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