Apesar do governo Bachelet ter sido muito eficiente na utilização dos programas sociais para alavancar sua popularidade, o sentimento de renovação ajuda a oposição.
O desgaste governista e a busca pelo “novo” começou dentro do próprio sistema político. A Concertación, que sempre se uniu para derrotar a direita, saiu com três candidaturas. Mais do que isso, Marco Enríquez-Onimani, candidato independente, fez mais de 20% dos votos.
São indicativos de que os políticos e o eleitorado chileno estão atrás do “novo”, sentimento que foi muito bem explorado por Sebastián Piñera e seus estrategistas.
Outro fator que prejudica o governo e ajuda a oposição é a candidatura de Eduardo Frei. Num cenário em que a palavra-chave é renovação, a escolha de um ex-presidente—mesmo que com um programa “novo”—facilitou a Piñera reforçar seu discurso de mudança.
Por já ter presidido o Chile e carregar o desgaste de 20 anos de governos da Concertación, ficou fácil rotular Frei como um candidato “velho”, que se opõem a renovação.
A estatização dos fundos de pensão privados foi descartada pelo ministro da Fazenda do Chile, Andrés Velasco. Segundo a agência Ansa, ele lembrou que o país “já fez uma grande reforma nas pensões, que contou com a aprovação dos diferentes setores da sociedade”.Em declarações concedidas a jornalistas, Velasco assegurou que as poupanças dos trabalhadores estão seguras. “O importante é ter bem claro que temos uma instituição bem estruturada no Chile, temos mecanismos de fiscalização e de controle, e um sistema que está funcionando”, disse.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)