O presidente Fernando Lugo enfrenta um cenário de contestações desde o surgimento de sucessivas demandas de paternidade por parte de mulheres com as quais teve relação. Esse fato da vida pessoal do mandatário paraguaio criou um ambiente politico ruim para ele.
O Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), maior e mais importante legenda da Coalizão para a Mudança—coligação que elegeu Lugo presidente—se dividiu e parte dele faz oposição ao atual governo, mesmo que Federico Franco seja vice-presidente.
Aliado a isso, os movimentos sociais, outro setor importante para a vitória de Lugo, critica a demora do presidente paraguaio em iniciar o processo de reforma agrária.
Não bastasse isso, Fernando Lugo não tem maioria no Congresso, fato que faz com que o presidente demanda da pressão da opinião pública ou da “boa vontade”do sistema político em aprovar as matérias de seu interesse.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou que as pessoas que não notam as conquistas de seu governo têm “problemas oftalmológicos”.Segundo a agência Ansa, o mandatário paraguaio disse que há o Paraguai das grandes maiorias que dividem as conquistas, e o Paraguai seleto, que não quer ver os avanços.
A manifestação de Lugo foi uma tentativa de responder a quem avalia que seu governo não cumpriu as promessas feitas durante a campanha.
Fernando Lugo ainda ressaltou a existência de “grandes interesses corporativos e políticos” contra os projetos de mudança e afirmou que o apoio da população “ridiculariza os manipuladores da realidade”.
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Com objetivo de amenizar os efeitos da crise financeira, o governo do Paraguai quer aumentar os investimentos públicos. Segundo a agência Ansa, em nota oficial a ENN (Equipe Econômica Nacional) informou que priorizará a execução de projetos que já contam com o financiamento de organismos internacionais. Eles estão avaliados em US$ 900 milhões.Além disso, do Focem (Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul) serão destinados US$ 340 milhões em projetos de infra-estrutura entre 2010 e 2015. De acordo com a EEN, o país dispõe de linhas de crédito tanto no Banco Interamericano como no Banco Mundial.
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O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, anunciou ontem que seu governo iniciou o processo de recuperação de terras físicas entregues de maneira irregular nas últimas décadas para destiná-las à reforma agrária. A medida, que é uma exigência das organizações de camponeses, pode prejudicar os agricultores brasileiros. Segundo a agência Reuters, o objetivo é diminuir a tensão no campo. Em entrevista concedida à imprensa local, Lugo disse que o Indert (Instituto Nacional de Desenvolvimento Rural e Terra), verificará nos próximos meses todas as propriedades rurais entregues pelo Estado a camponeses. “O Indert realiza a primeira recuperação articulada de lotes coloniais dedicados à reforma agrária que economizará ao erário público um investimento que, de outra maneira, deveria implementar-se via compra direta ou expropriação de latifúndio”, destacou o mandatário paraguaio. (Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)