BOLÍVIA: Orçamento 2010 destinará mais recursos para empresas estatais

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou que no próximo ano (2010), serão destinados US$ 6,50 bilhões para o financiamento de 18 empresas estatais dedicadas aos setores estratégicos.O principal objetivo do mandatário boliviano é fazer com que o Estado tenha uma maior participação na economia.

O valor que serão destinados para as empresas estatais é considerado histórico se compararmos com 2005, ano em que as estatais receberam US$ 242 milhões.

A Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), a Empresa Metalúrgica Vinto, a Empresa de Apoyo a Produção de Alimentos (Emapa), e a Empresa Nacional de Eletricidade (ENDE) estão entre as beneficiadas.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

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BOLÍVIA: Presidente do Judiciário critica postura do governo Evo Morales

A postura soberba e irracional do governo Evo Morales provoca insegurança jurídica e enfraquece a segurança nacional, afirmou o presidente do poder Judiciário da Bolívia, Eddy Walter Fernández.Segundo a agência Ansa, as acusações foram feitas durante reunião que discutiu a situação da Justiça no país.

No entendimento de Fernández, o governo “encoraja a violência antes do diálogo pacifico”.

Apesar disso, ele manifestou que o poder Judiciário permanece unido. Para o magistrado, o atual governo pratica “abusos do poder político, permanente e sistemática transgressão da ordem constitucional”.

 

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

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BOLÍVIA DECRETA EMERGÊNCIA NA ÁREA DE MINERAÇÃO APÓS QUEDA DO ZINCO

 

Deu na Agencia Estado

Nova York, 24 – O presidente da Bolívia, Evo Morales, declarou estado de emergência no setor de mineração em razão das fortes quedas do preço do zinco, informou a agência estatal de notícias ABI. Como parte do plano, o governo criou um fundo de US$ 5 milhões para apoiar minas de pequeno porte e cooperativas. Os preços do zinco caíram abaixo de US$ 0,85 a libra-peso, de cerca de US$ 1,50 a libra-peso um ano atrás.

 

O governo também está estudando medidas para ajudar mineradoras de outros metais, como estanho, informou a agência. O valor das exportações de minérios da Bolívia registrou forte queda nos últimos meses, acompanhando as grandes baixas dos preços da commodity nos mercados internacionais. As informações são da Dow Jones. (Priscila Arone)

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BOLÍVIA: Oposição suspende diálogo

Os governadores de Santa Cruz, Tarija, Beni e Chuquisaca decidiram suspender “temporariamente” o diálogo com o governo. Segundo a agência Efe, eles acusaram o governo de descumprir as bases do processo de negociações com uma “caçada” contra o cidadãos e líderes de seus departamentos.O anúncio da suspensão das negociações ocorreu pelo governador de Tarija, Mario Cossío. Ele exigiu a intervenção direta do presidente da Bolívia, Evo Morales. “Está nas mãos do presidente continuarmos ou não com o diálogo”, afirmou.

A reação dos opositores ocorreu pela detenção de um cidadão em Tarija. Ele é acusado pelo governo de participar da atentados contra gasodutos e refinarias durante os protestos realizados há duas semanas atrás.

Cossio lembrou que a oposição vem sofrendo “maus tratos, contínuas agressões, ameaças governamentais e uma permanente guerra psicológica e campanhas midiáticas adversas durante as negociações”.

A oposição entende que detenção efetuada pelo Ministério de Governo representa uma violação dos direitos e garantias constitucionais.

“Cumprimos nossa parte, mas não o governo nacional, que intensificou bloqueios, cercou Santa Cruz e não deteve a campanha midiática a favor da nova Constituição”, afirmou Cossio.

Ele ainda denunciou a existência de setores que não querem o sucesso do acordo que vem sendo costurado entre governo e oposição.

 

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

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Bolivia: Carlos Mesa deixa Legado Militar na Bolívia

Desde meados dos anos 80 os militares na Bolívia tiveram tanto poder em suas mãos. Em seu curto tempo na presidência, o ex-presidente Carlos Mesa deixou um poder aos militares que pode ser determinante para colocar Evo Morales na presidência.
Um grupo de ex-militares bolivianos com grande influência na atual cúpula militar do país, buscam alianças com vários grupos e sindicatos de esquerda no país. A organização fundada por estes, TRADEPA (Transparência Democrática Patriótica) liderada pelo general aposentado Luís Gemio representa praticamente todo o poder militar do país. A aparente decisão de apoiar os movimentos de esquerda representa a clara divisão de interesses entre os bolivianos de La Paz e os bolivianos de Santa Cruz.
No momento, Jorge Quiroga, empresário de La Paz é o favorito a vencer as eleições presidenciais, seguido de perto por Evo Morales. Caso o apoio militar a Evo Morales se confirme, a balança de forças entre o representante do empresariado boliviano e a classe indígena e carente do país, penderá para o lado de Evo Morales. Alguns analistas ainda colocam no ar a possibilidade de que o apoio a Evo Morales é o caminho mais curto para um retorno militar ao governo boliviano. Apesar de ainda sem provas concretas, essa idéia já causa comentários em jornais peruanos, chilenos e venezuelanos. No entanto, Evo Morales, líder do Movimento al Socialismo, não acredita nessa hipótese e se aproxima a cada dia do TRADEPA, o braço organizacional e atuante da cúpula militar do país.

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O caos da Bolívia

A Bolívia a cada dia que se passa se fragmenta como país através de seu povo, suas cidades e suas instituições políticas. A aprovação da Lei dos Hidrocarbonetos, que deu ao governo boliviano o controle da exploração de petróleo e gás natural do país, já não é mais o centro do problema, ou o problema em si. A unidade da Bolívia como nação já começa a preocupar cada vez mais a comunidade internacional.

 

Na Bolívia os conflitos entre oposicionistas ao governo e tropas da polícia se intensificam a cada dia tornando a situação em La Paz e El Alto fora do controle. Nas últimas semanas o tema central nos jornais boliviano é as revoltas populares e a dica de que um golpe de estado é possível e está próximo.

 

Indo além do fato de que o país pode sofrer um golpe de estado, vários jornalistas afirmam (escrito no jornal boliviano El Diário) que o grande responsável pela fragmentação do país é o governo chileno. Segundo o jornal, o governo chileno incentiva que territórios bolivianos lutem por autonomia para assim desviar o país de sua busca histórica por uma saída ao mar, perdida justamente para o Chile no século XIX. De acordo com a teoria de que a Bolívia poderia estar se fragmentando em regiões autônomas, o mapa abaixo está circulando na internet em todo o país mostrando como seria o novo mapa do país. A região de Santa Cruz, ao sul, onde a concentração de gás natural é maior, é onde mais se discute atualmente a busca por autonomia e onde as discussões acerca do assunto estão mais avançadas. Líderes locais já garantiram que buscarão apoio no Brasil para seguir adiante com a intenção de secessão. O material de barganha já está definido, sendo local de maior concentração de gás, o futuro governo de Santa Cruz autorizaria a exploração da Petrobrás nos mesmo níveis que o governo boliviano permitia antes da lei de Hidrocarbonetos ser aprovada.

 

Essa não é a primeira sugestão de que governos estrangeiros estão por trás de movimentos no país. Há suspeitas de que o movimento indígena liderado pelo líder cocalero Evo Morales é patrocinado por Hugo Chávez e que sua eleição seria o primeiro passo para a criação de uma política semelhante entre os dois países. No momento, Morales é o favorito nas intenções de voto, o que leva Santa Cruz (área mais desenvolvida do país e sede de grande parte do empresariado boliviano) a pensar cada vez mais seriamente na autonomia da região.

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