O governo Cristina Kirchner enfrenta um momento político e econômico bastante conturbado. Além da oposição dos exportadores de grãos (insatisfeito com a tentativa do governo em aumentar impostos sobre as exportações), o Kirchnerismo pediu a maioria parlamentar que tinha no Congresso nas eleições legislativas do ano passado.
Em meio a isso, a mandatária argentina comprou uma briga ao utilizar reservas do Banco Central para pagar dívidas e tentar recuperar a credibilidade junto ao mercado financeiro.
Embora a decisão tenha sido aprovada pela Justiça após uma intensa batalha Jurídica, a oposição questiona a legalidade da medida pois ela ainda não foi aprovada pelo Congresso.
Com um ambiente de tenta conturbação, os questionamentos a presidente Cristina Kirchner crescem. Hoje, a aprovação do governo é inferior a 30%, fato que deixa o Kirchnerismo com problemas na sucessão presidencial de 2011.
Com Cristina desgastada, resta ao governo lançar o nome do ex-presidente Néstor Kirchner. Entre seus principais adversários estão o também ex-presidente Eduardo Duhalde, o prefeito de Buenos Aires, Maurício Macri, e governador de Santa Fé, Carlos Reutemann.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
A estratégia econômica da Argentina visa acessar mercados voluntários de crédito internacional e o Brasil não é um “elefante” com o qual se deve tomar cuidado, afirmou o ministro da Economia argentino, Amado Boudou.Segundo a agência Ansa, em uma entrevista concedida a imprensa, ele disse que o país tem com o Brasil complementaridades e assemetrias.
Com essa manifestação, Boudou rechaçou os comentários feitos de que a economia brasileira poderia representar uma ameaça à Argentina.
Sobre a economia local, o ministr disse que o país “está começando a ter uma aceleração maior”.
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A decisão do governo venezuelano de estatizar três siderúrgicas pertencentes ao grupo Techint recebeu o apoio de dois deputados federais argentinos de centro-esquerda, contrariando seus colegas no Parlamento, que criticaram duramente o presidente Hugo Chávez.Segundo a agência Ansa, Horacio Alcuaz, da Coalizão Cívica, rechaçou as iniciativas parlamentares que pretendem bloquear o ingresso da Venezuela ao Mercosul, ao alertar que pretender que os interesses do grupo Techint representem o interesse nacional argentino é muito ingênuo.
Por sua vez, o deputado Claudio Lozano assinalou que o grupo empresarial Techint não é argentino, pois seus donos são a família italiana Rocca, sua sede legal é o paraíso fiscal de Luxemburgo e a assembleia de acionistas ocorre na Itália.
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