O presidente Fernando Lugo enfrenta um cenário de contestações desde o surgimento de sucessivas demandas de paternidade por parte de mulheres com as quais teve relação. Esse fato da vida pessoal do mandatário paraguaio criou um ambiente politico ruim para ele.
O Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), maior e mais importante legenda da Coalizão para a Mudança—coligação que elegeu Lugo presidente—se dividiu e parte dele faz oposição ao atual governo, mesmo que Federico Franco seja vice-presidente.
Aliado a isso, os movimentos sociais, outro setor importante para a vitória de Lugo, critica a demora do presidente paraguaio em iniciar o processo de reforma agrária.
Não bastasse isso, Fernando Lugo não tem maioria no Congresso, fato que faz com que o presidente demanda da pressão da opinião pública ou da “boa vontade”do sistema político em aprovar as matérias de seu interesse.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou que as pessoas que não notam as conquistas de seu governo têm “problemas oftalmológicos”.Segundo a agência Ansa, o mandatário paraguaio disse que há o Paraguai das grandes maiorias que dividem as conquistas, e o Paraguai seleto, que não quer ver os avanços.
A manifestação de Lugo foi uma tentativa de responder a quem avalia que seu governo não cumpriu as promessas feitas durante a campanha.
Fernando Lugo ainda ressaltou a existência de “grandes interesses corporativos e políticos” contra os projetos de mudança e afirmou que o apoio da população “ridiculariza os manipuladores da realidade”.
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As exigências de melhores benefícios para o Paraguai na hidrelétrica de Itaipu, dentro das negociações que acontecem atualmente com o Brasil, serão mantidas. A afirmação foi feita pelo presidente paraguaio Fernando Lugo na última segunda-feira (20), em comício para celebrar o primeiro aniversário de sua vitória eleitoral.Segundo a agência Efe, Lugo disse que seguirá com seu compromisso de combater a corrupção do país, após ordenar uma remodelação de seu gabinete (ministérios da Educação; Justiça e Trabalho; Indústria e Comércio; e Agricultura e Pecuária).
Também na última segunda surgiu uma nova denúncia de paternidade contra Lugo, uma semana depois de o líder reconhecer que é pai de uma criança que tem agora dois anos. Benigna Leguizamón, de 27 anos, confirmou que o presidente paraguaio é pai do segundo de seus quatro filhos, nascido em 9 de setembro de 2002, em um povoado do departamento de San Pedro (centro), onde naquela época Lugo era bispo emérito.
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Na maior manifestação desde a posse do presidente Fernando Lugo, 10 mil camponeses paraguaios marcharam na última terça-feira (24) até o Palácio do Governo para apresentar suas exigências.
Segundo a agência Ansa, as principais demandas foram o subsidio alimentar de seis meses para camponeses afetados pela crise, o refinanciamento da dívida dos pequenos agricultores e a reforma agrária.
Liderados pela Federação Nacional Camponesa (FNC), os agricultores também reclamam a presença dos chamados “brasiguaios”, produtores rurais brasileiros que moram entre os dois países. Alguns chegam a acusar os brasileiros de usarem agrotóxicos e contaminarem o meio-ambiente.
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O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, denunciou ter sido alvo de uma conspiração por membros do governo anterior, vínculos ao partido Colorado e políticos, que teriam se reunido dia 31 de agosto do ano passado.Segundo a agência Ansa, informações da assessoria jurídica da Presidência dão conta que nessa data o general Máximo Díaz revelou ter sido convidado para uma reunião onde lhe quesionaram sobre a situação política paraguaia. O ex-presidente Nicanor Duarte Frutos e o genetal reformado Lino Oviedo teriam participado do encontro.
Depois das denúncias do supsoto plano gospista, Duarte Frutos e Oviedo negaram sua existência. Após esse episódio, Lugo voltou a dizer que seu governo foi alvo de uma tentativa de golpe.
Sobre isso, disse que “não permitirá que a soberania do povo seja infrinjida”.
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Em entrevista concedida a imprensa paraguaia, o presidente Fernando Lugo disse que um terço da população local está desempregada ou subempregada.Segundo a agência Ansa, dados oficiais indicam que o desemprego atinge uma taxa de 11,4% e o subemprego 24%.
De acordo com Lugo, 52% da população empregada atua no comércio, serviços, transportes e finanças. “Isso nos leva a incentivar as atividades produtivas com maior demanda de mão de obra”, disse.
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O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou que pretende “esgotar todas as instâncias de negociação com o governo brasileiro” para tentar revisar o Tratado de Itaipu.Em entrevista concedida a agência Ansa, ele mostrou-se otimista.
“Nossa esperança é tão nítida quanto a justiça da nossa causa, e temos uma percepção favorável sobre a predisposição do presidente Lula para dar a devida atenção às nossas propostas”, afirmou.
Lugo disse que não descarta a possibilidade de recorrer à arbitragem internacional, mas sua prioridade é o diálogo. O Paraguai consome apenas 5% da energia que tem direito e é obrigado a vender o excedente para o Brasil. No entanto, considera o preço pago abaixo do mercado.
Ao tentar a renegociação do Tratado de Itaipu, o objetivo do Paraguai é comercializar a energia por um valor mais elevado e oferecer a outros mercados.
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O Palácio do Planalto orientou a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) a monitorar a aproximação das autoridades do Paraguai com entidades como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Segundo matéria publicada ontem pelo jornal Valor Econômico, o país vizinho tenta reverter os acordos de Itaipu por meio da mobilização de movimentos sociais e entidades sindicais brasileiros.Por sua vez, o ministro coordenador da presidência do Paraguai, Miguel López Perito, qualificou ontem como “absurdos” os rumores, ventilados pela imprensa brasileira, de que o governo do presidente Fernando Lugo estaria buscando o apoio do MST para discutir a revisão do Tratado de Itaipu. Ele afirmou também que a inteligência do Brasil funciona muito mal.
Lugo teve como uma de suas principais promessas de campanha a renegociação do acordo para que o Paraguai possa cobrar mais do Brasil pela energia e tenha também liberdade para oferecê-la a outros mercados.
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O presidente da União de Grêmios da Produção, que integra a Coordenação Agrícola do Paraguai, Héctor Cristaldo, afirmou que o setor rural está preparando um “tratoraço” para exigir que o governo paraguaio combata as ações violentas no campo.Segundo a agência Ansa, a manifestação marcada para os dias 15 e 16 de dezembro consiste no bloqueio de estradas com tratores e máquinas agrícolas.
Desde que o presidente Fernando Lugo tomou posse vem crescendo as invasões a propriedade privada.
Lugo é pressionado por ruralistas, que desejam uma posição mais firme do governo e pelos camponeses, que desejam uma aceleração da reforma agrária.
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Os camponeses paraguaios que exigem terras para trabalhar prometeram ocupar propriedades de brasileiros como reação à detenção de um dirigente e mais cinco manifestantes.Segundo a agência Reuters, durante operação realizada pela polícia contra camponeses que bloqueavam a estrada do município de Capiibary, foi preso o dirigente Florêncio Martínez, da OLT (Organização de Luta pela Terra).
Desde então, aumentou a tensão na região. Os camponeses exigem a retirada dos policiais que protegem as fazendas. Os policiais foram enviados ao local devido aos protestos dos agricultores.
Diante do clima tenso, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, reafirmou seu compromisso com a reforma agrária. Porém, prometeu respeitar a propriedade privada e os direitos dos “brasiguaios”.
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