O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou que no próximo ano (2010), serão destinados US$ 6,50 bilhões para o financiamento de 18 empresas estatais dedicadas aos setores estratégicos.O principal objetivo do mandatário boliviano é fazer com que o Estado tenha uma maior participação na economia.
O valor que serão destinados para as empresas estatais é considerado histórico se compararmos com 2005, ano em que as estatais receberam US$ 242 milhões.
A Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), a Empresa Metalúrgica Vinto, a Empresa de Apoyo a Produção de Alimentos (Emapa), e a Empresa Nacional de Eletricidade (ENDE) estão entre as beneficiadas.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
No último final de semana, o presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou que a Rússia pretende instalar em Chimoré, na região de Chapare, um centro para a manutenção dos aviões russos que voam na América do Sul.O mandatário boliviano acrescentou ainda que o projeto transformará o pequeno aeroporto de Chimoré no maior da Bolívia, e a cidade em pólo de desenvolvimento regional.
Morales não especificou se os aviões russos serão aparelhos civis ou militares.
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Em meio a campanha pela reeleição do presidente da Bolívia, Evo Morales, o governo prepara a nacionalização do setor elétrico.Segundo o vice-ministro de Eletricidade, Miguel Yague, até o final de outubro será concretizado a estatização de três empresas que operam nesse setor. A iniciativa significa mais um passo de Morales em direção a estatização da economia boliviana.
Em entrevista concedida aos meios de comunicação, Yague disse que Evo Morales pretende conquistar uma participação do Estado entre 60% e 70% no setor elétrico. Atualmente, esse percentual é de 50%.
A medida anunciada faz parte do Plano Nacional de Desenvolvimento, cujo objetivo é recuperar as empresas que foram privatizadas durante os anos 90, recolocando o Estado no controle das cadeias produtivas.
Desde que tornou-se presidente da Bolívia, Morales nacionalizou os setores de hidrocarbonetos, mineração e telecomunicações.Até agora, as multinacionais petrolíferas aceitaram as mudanças nas regras. Porém, os outros dois setores (mineração e telecomunicações) ingressaram com ações junto aos tribunais internacionais pedindo compensações maiores que as determinadas pelo governo.
Corani, Guaracachi e Valle Hermoso são as empresas do setor elétrico que o governo negocia a compra das ações. As três foram criadas a partir da privatização da Empresa Nacional de Eletricidade, sendo responsáveis pela geração de mais da metade da oferta elétrica do país.
A Corani é controlada por investidores Econergy Bolívia S.A., uma subsidiária do grupo francês GDF Suez. A Guaracachi está nas mãos da britânica Rulec PLC, e a Valle Hermoso pertence a um consórcio chamado Bolivian Generating Group.
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Disposta a evitar a reeleição do presidente da Bolívia, Evo Morales, nas eleições gerais de dezembro, a oposição decidiu apostar no lançamento de vários nomes—estratégia da pulverização—para provocar a realização do 2o turno e construir uma frente anti-Morales.Até agora, os adversários do mandatário boliviano são: o ex-vice-presidente Victor Hugo Cárdenas (1993-1997), o ex-governador de Cochambamba, Manfred Reyes Villa, a cientista política Jimena Costa, o ex-presidente Jorge Quiroga (2001-2002), o empresário Samuel Doria Medina, o prefeito de Potosi, René Joaquino e o dirigente campesino Alejo Veliz.
Segundo a imprensa local, José Luis Paredes, ex-governador de La Paz, que também está alinhado politicamente com a oposição, revelou que o senador opositor Óscar Ortiz, terá a tarefa de conversar com cada um dos pré-candidatos e construir uma frente opositora.Além de Paredes e Ortiz, o bloco também é apoiado por políticos de La Paz, Santa Cruz e Cochambamba, além dos governadores Sabina Cuellar (Chuquisaca), Ernesto Suávez (Beni) e o ex-governador Leopoldo Fernández (Pando).
Mesmo com toda a movimentação da oposição, o cenário ainda é favorável a Evo Morales, que além da elevada popularidade, conta com o apoio dos movimentos sociais e sindicatos cocaleiros.
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Elaborado por: Carlos Eduardo Bellini
O governo da Bolívia dobrou os recursos do fundo destinado a subsidiar setores exportadores. A decisão ocorreu depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou a manutenção da suspensão dos benefícios tarifários concedidos pela Lei de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas (ATPDEA).
Com a perda das vantagens no mercado norte-americano, agora o governo da Bolívia terá a sua disposição US$ 16 milhões para auxiliar sua indústria a pagar as tarifas cobradas no acesso aos EUA. Além disso, os juros para a liberação de recursos foram reduzidos de 8% para 6%.
A avaliação do presidente da Bolívia, Evo Morales, é de que, dessa forma, será possível garantir a continuidade das exportações. Também serão injetados US$ 10 milhões no fundo da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), criado para apoiar exportações dos membros do bloco.
Morales também revelou que os recursos de US$ 160 milhões do Banco de Crédito Produtivo serão incrementados em US$ 50 milhões com o objetivo de apoiar a produção interna e a geração de empregos.
A iniciativa do governo boliviano ocorre depois que os empresários locais manifestaram sua preocupação com o fim dos benefícios da ATPDEA. Estima-se que o prejuízo será de US$ 60 milhões.
O presidente da empresa estatal de energia YPFB informou que companhias estrangeiras de energia que operam na Bolívia concordaram em aumentar a produção de gás natural em quase 10%. As informações foram divulgadas pela Reuters.De acordo com reportagem do jornal La Razón, de La Paz, cerca de 13 companhias , incluindo a Petrobras, a espanhola Repsol e a francesa Total assinaram acordos que permitem à Bolívia aumentar a produção de gás natural para 44,68 milhões de metros cúbicos por dia, ante 41 milhões de metros cúbicos.
Depois da Venezuela, a Bolívia tem a segunda maior reserva de gás natural na América do Sul e é a maior região exportadora, fornecendo cumbustível para Brasil e Argentina.
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O presidente peruano, Alan García, relativizou ontem as declarações do seu colega boliviano, Evo Morales, que havia criticado duramente o fato de Lima ter concedido asilo político a um ex-ministro boliviano.Segundo a agência Ansa, o Peru havia emitido uma nota, horas antes do discurso de García, na qual considerava inaceitáveis as palavras de Morales contra o presidente peruano.
“O meu dever é fomentar a boa vizinhança e a amizade com o povo boliviano, já que ambas nações têm mais a ganhar com uma relação cordial”, destacou García.
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O governo chileno está aberto a propostas para a construção de um túnel fronteiriço de 150 quilômetros para oferecer uma saída ao mar para a Bolívia, com continuidade territorial e sem afetar o limite entre Chile e Peru. A afirmação foi feita na última segunda-feira (11) pelo ministro das Relações Exteriores do Chile, Mariano Fernández.Segundo a agência Ansa, o chanceler lembrou que no passado foram apresentadas outras ideias em relação a esse tema, entre elas um projeto de três arquitetos chilenos que propuseram a construção de um túnel paralelo à Linha da Concórdia – que delimita o Chile e o Peru – que desembocaria em uma ilha construída artificialmente em um mar de jurisdição trinacional. Fernández destacou que está trabalhando com a Bolívia de uma maneira sistemática, já que este é um tema importante para os dois países.
Por sua vez, o governo boliviano defende o direito do país de reconquistar uma saída soberana para o mar, que perdeu para o Chile em um conflito ocorrido entre 1879 e 1883.
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A Corte Suprema da Bolívia emitiu a ordem de prisão contra o ex-governador de La Paz, Luis Alberto Valle, por prejuízos econômicos causados ao departamento.
Segundo a agência Ansa, ele é acusado de corrupção administrativa, fato que levou a um prejuízo econômico estimado em US$ 17 milhões. Ele governou La Paz entre 1996 e 1998. O caso é tido como um dos maiores escândalos do segundo governo de Banzer Suárez (1997-2001).
Luis Alberto Valle é acusado de falsidade ideológica e prejuízo econômico. Estão entre seus delitos a venda de imóveis e veículos equipados do governo do departamento a preços baixos e contratação de créditos a juros elevados.
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Com o próposito de tratar da autonomia dos departamentos criada pela nova Constituição boliviana – que foi aprovada em referendo no último domingo -, o presidente da Bolívia, Evo Morales, convocou os governadores da oposição para um diálogo. De acordo com a agência Ansa, Morales pediu ao Congresso, controlado pela oposição, para que trabalhem juntos pela aprovação das leis necessárias para reestruturar o sistema político-administrativo do Estado, agora baseado nas novas normas constitucionais.No entanto, o chefe de Estado boliviano deixou claro que não negociará pactos para revisar ou modificar a Constituição, pois, segundo ele, a decisão soberana do povo deve ser respeitada.
Por sua vez, a governadora do departamento opositor de Chuquisaca, Savina Cuéllar, afirmou antes da convocação presidencial que não acatará a nova Constituição e que não comparecerá a nenhuma reunião.
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