O Uruguai e os EUA avançaram nas negociações do Acordo Marco de Investimento e Comércio (Tifa, na sigla em inglês) após um encontro de representantes dos dois países na semana passada, em Washington, afirmou o ministro das Relações Exteriores uruguaio, Gonzalo Fernández.Segundo a agência Ansa, o ministro da Economia, Álvaro García, disse que “o essencial” do encontro foi o compromisso de ambas as partes para que até setembro, o Uruguai realize as análises sanitárias necessárias da carne bovina que os EUA desejam exportar para o país latino-americano.
Por sua vez, o Uruguai espera que os EUA agilizem a liberação dos trâmites administrativos para a liberação da carne ovina desossada no mercado norte-americano.
Assinado em 25 de janeiro de 2007, o Tifa é considerado uma preparação a um futuro Tratado de Livre Comércio (TLC).
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
A derrota do candidato republicano John McCain para o democrata Barack Obama traz perdas para a América Latina na área comercial. Durante a campanha, McCain defendeu a abertura do mercado norte-americano para a região, dizendo que os EUA não ficariam “fechados”.
Desde a inviabilização da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), os norte-americanos passaram a apostar na assinatura de TLCs (Tratados de Livre Comércio) com os países latino-americanos simpáticos a eles.
Nesse sentido, a região perde comercialmente, pois os sindicatos norte-americanos que foram contra os TLCs deram apoio a Barack Obama. Sem dúvida, o mais prejudicado será a Colômbia, pois seu acordo de livre comércio ainda depende de alterações para ser aprovado pelo Congresso. Controlado pela maioria democrata, não será tarefa fácil a aprovação do projeto.
Além da liberdade econômica, temas como o narcotráfico, crime organizado e terrorismo serão abordados de outra forma por Barack Obama. Diferentemente de George W. Bush, o futuro presidente não vê incompatibilidade em negociar com países inimigos dos EUA como, por exemplo, Venezuela e Cuba.
Talvez resida nesse ponto a vantagem da vitória democrata. Como Obama promete mais diálogo, a postura isolacionista dos republicanos em relação à América Latina tende a ser abandonada. Isso abre mais chances para o processo de integração.