Marco Enríquez-Ominami, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno da eleição para presidente do Chile, será decisivo na disputa entre Sebastián Piñera e Eduardo Frei, os dois candidatos que passaram ao segundo turno.Nos bastidores, a Concertación está fazendo todos os esforços possíveis para conquistar o respaldo de Ominami. A coalizão de centro-esquerda que governa o Chile desde 1990 já obteve o apoio de Jorge Arrate, candidato do Juntos Podemos. O Partido Comunista do Chile (PCCh) também aderiu a Frei.
Segundo o portal “América Econômica”, o desejo da Concertación é unir todos os seus antigos aliados no segundo turno para impedir o retorno da direita ao poder.
Um dos objetivos da Concertación é buscar um acordos com as forças políticas que integravam essa coalizão para modificar a Constituição, o sistema eleitoral e profundar os direitos humanos.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Apesar do governo Bachelet ter sido muito eficiente na utilização dos programas sociais para alavancar sua popularidade, o sentimento de renovação ajuda a oposição.
O desgaste governista e a busca pelo “novo” começou dentro do próprio sistema político. A Concertación, que sempre se uniu para derrotar a direita, saiu com três candidaturas. Mais do que isso, Marco Enríquez-Onimani, candidato independente, fez mais de 20% dos votos.
São indicativos de que os políticos e o eleitorado chileno estão atrás do “novo”, sentimento que foi muito bem explorado por Sebastián Piñera e seus estrategistas.
Outro fator que prejudica o governo e ajuda a oposição é a candidatura de Eduardo Frei. Num cenário em que a palavra-chave é renovação, a escolha de um ex-presidente—mesmo que com um programa “novo”—facilitou a Piñera reforçar seu discurso de mudança.
Por já ter presidido o Chile e carregar o desgaste de 20 anos de governos da Concertación, ficou fácil rotular Frei como um candidato “velho”, que se opõem a renovação.
Nos últimos dias, o primeiro escalão do governo Michelle Bachelet desembarcou de “corpo e alma“ na campanha do candidato da Concertación, Eduardo Frei.O ministro da Fazenda, Andrés Velasco, e a ex-ministra Serviço Nacional da Mulher, Laura Albornoz , além da própria presidente do Chile (Michelle Bachelet) e de sua mãe, Ângela Jeria, estão participando ativamente da campanha eleitoral.
Apesar da popularidade de Bachelet ultrapassar os 70%—maior índice de aprovação popular de um chefe de Estado na história do Chile—o candidato governista não está conseguindo crescer nas pesquisas, muito pelo contrario.
Segundo a última pesquisa do Centro de Estudos da Realidade Contemporânea (Cerc), a Concertación (coalizão de centro-esquerda que governa o país desde 1990) pode sofrer uma derrota histórica.
Na sondagem, o candidato da Aliança por Chile (oposição), Sebastián Piñera, lidera com 41%, seguido de Eduardo Frei, da Concertación, e Marco Enriquez-Ominami, candidato independente, cm 20%.Na pesquisa anterior, realizada em julho, seus índices eram, respectivamente, de 39%, 25% e 14%. Ou seja, Piñera cresceu 2%, Frei caiu 5% e Enríquez-Ominami subiu 7%.
Diante deste cenário de adversidade para o candidato governista, a presidente Michelle Bachelet abraçou a campanha da Concertación. Em suas manifestações, ela tem dito que Frei dará continuidade as políticas sociais de seu governo.
A grande incógnita é saber o potencial que a mandatária chilena possui para alavancar seu candidato.
Se por um lado, ela pode ajudar transformando a eleição num plebiscito de seu governo, por outro, pode atrapalhar na medida em que Eduardo Frei terá dificuldades em conquistar os eleitores com sua própria agenda.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Ao comentar se a possível candidatura do ex-presidente do Chile, Ricardo Lagos, lhe prejudicaria, o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, admitiu já estar na corrida presidencial.Segundo a agência Efe, além de Lagos e Insulza, outros nomes cogitados são a ex- chanceler Soledad Alvear e o ex-presidente Eduardo Frei, ambos democratas cristãos. Ao ser questionado sobre a liderança do empresário Sebastián Piñeda, candidato da oposição, ele disse que a Concertación (coalizão que apóia o atual governo), ainda não tem candidato. Por isso, Piñeda está em vantagem. (Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)