O governo Alan García se constitui num paradoxo. Ao mesmo tempo em que o presidente peruano é elogiado pelo mercado financeiro por sua política econômica de abertura comercial, internamente ele é contestado pela suposta ineficiência na área social.
Além disso, o aumento dos conflitos sociais entre comunidades indígenas e empresas extratoras dos recursos naturais prejudicam a imagem de García. Hoje, apenas um terço dos peruanos aprovam a gestão do presidente.
Com esse índice de aprovação, é pouco provável que García busca a reeleição com alguma liderança política do Partido Aprista Peruanos (APRA), seu partido político, tenha densidade eleitoral.
Em relação a sucessão presidencial de 2011, o favorito é o prefeito de Lima, Luis Castañeda, seguida da filha de Keiko Fujimori, Filha do ex-presidente Alberto Fujimori.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Ao inaugurar obras de tratamento de água e esgoto no departamento de San Martín de Porres, o presidente do Peru, Alan García, afirmou que será difícil deixar o poder em 2011, ano que termina sua gestão.De acordo com García, até o final de 2011, seu objetivo será levar tratamento de água e esgoto para 98% dos peruanos.
Principal liderança política da Aliança Popular Revolucionária Peruana (APRA), Alan García terminará seu mandato como presidente no dia 28 de julho de 2011. Ele não poderá disputar a reeleição, pois a Constituição proíbe tal possibilidade.
García já havia sido presidente do Peru entre 1985 e 1990, quando teve uma gestão marcada pelo populismo, cris econômica e crescimento da violência. No mandato atual como presidente, sua agenda é totalmente distinta.
Apesar de ter sido eleito por um partido de esquerda, Alan García implementa um modelo econômico mais responsável, considerado positivo por parte do mercado.Mesmo com as críticas que sofreu e vem sofrendo, a aposta do presidente deu resultado, Em 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 9,84%. Em 2009, apesar da consequências da crise financeira mundial, especula-se que o Peru poderá crescer de a 1% a 1,5%.
Em função, o atual governo é comparado com as gestões de Alberto Fujimori (1990-2000) e Alejandro Toledo (2001-2006), administrações que se caracterizam pela abertura de mercado e atração de investimentos.
Apesar das críticas que sofre por, supostamente, governar apenas para os empresários, e da baixa popularidade—apenas 29% dos peruanos aprovam seu governo—García deve buscar uma nova candidatura a presidente em 2016.
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Apesar de sua avaliação negativa chegar quase aos 70%, o presidente do Peru, Alan García, pode festejar um conjunto de notícias positivas nas áreas econômica e social.Visto como um mandatário que atende aos interesses dos “ricos” em função de sua agenda econômica mais conservadora, García classificou o informe “Cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2008” , elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), como um sinal de que o país está vencendo a batalha contra a pobreza.
Segundo a ONU, o Peru está a ponto de cumprir com a meta de reduzir seus índices de pobreza extrema a metade de 23%, registrado em 1991. A estimativa do organismos é quem em 2015 esse percentual seja de 11,5%.
Em entrevista concedida a imprensa, García revelou que o número de moradias com água potável já superou as metas internacionais. O presidente atribuiu essa conquista ao trabalho de todos os ministros, presidentes regionais, prefeitos, organizadores sociais e dirigentes.
Na área econômica, mais boas notícias. De acordo com José Antonio Garcia Belaunde, ministro de Relações Exteriores, o Peru finalizará em breve os Tratados de Livre Comércio (TLC`s) com Coréia do Sul, Japão, União Européia e Tailândia.Os acordos entre União Européia e Coréia do Sul deverão ser concluídos antes do final do ano.
Já os TLC`s com Japão e Tailândia, ficarão para o primeiro semestre de 2010.
Mesmo com as críticas de que seu governo privilegia as questões econômicas em detrimento das sociais, o atual governo dá sinais de que não recuará em sua agenda econômica agressiva.
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O presidente peruano, Alan García, relativizou ontem as declarações do seu colega boliviano, Evo Morales, que havia criticado duramente o fato de Lima ter concedido asilo político a um ex-ministro boliviano.Segundo a agência Ansa, o Peru havia emitido uma nota, horas antes do discurso de García, na qual considerava inaceitáveis as palavras de Morales contra o presidente peruano.
“O meu dever é fomentar a boa vizinhança e a amizade com o povo boliviano, já que ambas nações têm mais a ganhar com uma relação cordial”, destacou García.
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Na última terça-feira (24), o presidente peruano Alan García prometeu a investidores estrangeiros que o seu pais terá estabilidade política de longo prazo e garantiu que tentará impedir que candidatos de esquerda vençam as eleições de 2011. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.
Em seu discurso a executivos latino-americanos, García visou os temores da comunidade empresarial quanto às perspectivas eleitorais do político ultranacionalista Ollanta Humala, aliado do presidente venezuelano, Hugo Chávez. De acordo com as pesquisas, há um empate em primeiro lugar entre Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, e Luis Castañeda, prefeito de Lima, ambos ligeiramente à frente de Humala.
“O Peru deve sentir em maio e junho os piores efeitos da crise”, destacou o chefe de Estado peruano, que apresentou um plano destinado a manter o crescimento peruano na faixa de 5% neste ano. Já os economistas independentes preveem que o país crescerá cerca de 1% em 2009, o que significa o término de uma fase de sete anos de forte expansão.
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A empresa chinesa Shougang Ferro Peru investirá US$ 1 bilhão no país andino com objetivo de ampliar sua produção de ferro em 10 toneladas anuais, segundo informou o presidente da empresa, Wu Bin, após visita realizada ao presidente peruano, Alan García.De acordo com o portal “América Econômica”, isso ajudará a consolidar a posição da empresa no país, que junto com outras companhias chinesas compra participações no setor mineiro da região.
Segundo Wu Bin, a ampliação da fábrica está prevista para entrar em operação no final de 2010, gerando mais investimentos e postos de trabalho.
Devido a crise financeira mundial, um dos principais problemas enfrentados pelas mineradoras latino-americanas são a queda na produção e preços da matérias-primas, que aumentaram o desemprego no setor.
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Os exportadores peruanos apresentaram ontem ao governo um plano de medidas que consideram necessários para ajudar o setor a suportar o impacto da crise financeira mundial. Agrupados na ADEX (Associação de Exportadores), os empresários tiveram uma reunião com o presidente Alan García e com os ministros da Economia, Produção, Energia e Minas e Trabalho.Os exportadores entendem que o setor deve ser apoiado pelo governo para continuar sendo o motor do crescimento econômico do país.
Uma das medidas propostas por eles é o aumento do “draw back”, benefício tributário aduaneiro concedido aos exportadores que varia entre 5% e 8%. No entendimento dos empresários, isso ajudará a manter a competitividade.
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O prefeito de Lima, Luis Castañeda Lossio, que possui um perfil mais conservador, e o líder-esquerdista e ex-candidato a presidente, Ollanta Humala, lideram a última pesquisa de intenção de voto para a sucessão em 2011 realizada pela empresa CPI.
Segundo a sondagem, Castañeda Lossio tem 18% contra 16,9% de Humalla. Na terceira posição aparece a também ex-candidata a presidente, Lourdes Flores, com 13,4%., empatada tecnicamente com a deputada direitista Keiko Fujimori (13%), filha do ex-presidente Alberto Fujimori. O ex-presidente Alejandro Toledo tem 10,8%, o presidente do Conselho de Ministros, Yehude Simon, 3,3% e a congressista do Partido Aprista Peruano (APRA). Mercedes Cabanillas têm 3,2%.
Mesmo faltando muito tempo para o processo eleitoral (três anos), os percentuais parecidos de Castañeda, Humalla, Keiko e Toledo sugerem que o cenário tende a ser pulverizado entre várias candidaturas competitivas. Com índices tão semelhantes, a probabilidade da disputa terminar em 1º turno torna-se bastante reduzida. Assim, o objetivo dos players será conquistar pelo menos 20% dos votos para se garantir no 2º turno.
Equipe Arko America Latina
O presidente do Peru, Alan García, revelou que gostaria de ter um terceiro mandato de 2016. Segundo a agência Ansa, ele disse que a oposição está “atrapalhando” sua gestão e, por isso, voltará mais rápido ao governo.Em entrevista publicada no jornal El Comércio ele disse que gostaria de ser eleito presidente do Peru pela terceira vez.
“Estou preparado para a inquisição. Meus adversários têm sido sempre tão inteligentes que constroem meu próprio andaime para o amanhã. Sou um homem dedicado ao Peru, não tenho aonde ir para viver”, afirmou.
Esta é a segunda vez que García governa o Peru. A primeira vez foi em 1985.
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O Peru é um dos países que sofrerá poucas alterações em sua relação com os EUA. Como seu TLC (Tratado de Livre Comércio) já foi assinado, ele conta com o apoio de Barack Obama e dos democratas. Entretanto, as políticas mais intervencionistas do novo governo norte-americano podem criar algumas barreiras comerciais.