O presidente Felipe Calderón enfrenta uma série de problemas. A economia mexicana foi uma das mais afetadas pela crise financeira mundial, devido a sua dependência em relação aos EUA.
Aliado a isso, os cartéis de droga estão provocando um clima de insegurança no país por conta da violências em muitas regiões.
Na área política, o Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou o país por 7 décadas, venceu as eleições legislativas do ano passado é se credencia como favorito na sucessão presidencial de 2012.
Esse cenário criou um clima negativo para Felipe Calderón, que veem perdendo popularidade (hoje, apenas 40% dos mexicanos aprovam seu governo) e poderá ter muitas dificuldades de se reeleger ou fazer seu sucessor se este cenário se mantiver.
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Comentário (0)O presidente Fernando Lugo enfrenta um cenário de contestações desde o surgimento de sucessivas demandas de paternidade por parte de mulheres com as quais teve relação. Esse fato da vida pessoal do mandatário paraguaio criou um ambiente politico ruim para ele.
O Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), maior e mais importante legenda da Coalizão para a Mudança—coligação que elegeu Lugo presidente—se dividiu e parte dele faz oposição ao atual governo, mesmo que Federico Franco seja vice-presidente.
Aliado a isso, os movimentos sociais, outro setor importante para a vitória de Lugo, critica a demora do presidente paraguaio em iniciar o processo de reforma agrária.
Não bastasse isso, Fernando Lugo não tem maioria no Congresso, fato que faz com que o presidente demanda da pressão da opinião pública ou da “boa vontade”do sistema político em aprovar as matérias de seu interesse.
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Comentário (0)O governo Alan García se constitui num paradoxo. Ao mesmo tempo em que o presidente peruano é elogiado pelo mercado financeiro por sua política econômica de abertura comercial, internamente ele é contestado pela suposta ineficiência na área social.
Além disso, o aumento dos conflitos sociais entre comunidades indígenas e empresas extratoras dos recursos naturais prejudicam a imagem de García. Hoje, apenas um terço dos peruanos aprovam a gestão do presidente.
Com esse índice de aprovação, é pouco provável que García busca a reeleição com alguma liderança política do Partido Aprista Peruanos (APRA), seu partido político, tenha densidade eleitoral.
Em relação a sucessão presidencial de 2011, o favorito é o prefeito de Lima, Luis Castañeda, seguida da filha de Keiko Fujimori, Filha do ex-presidente Alberto Fujimori.
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Comentário (0)Se depender do presidente José Mujica, seu governo terá caracteristicas muito similares ao de Lula no Brasil. Oruindo da esquerda revolucionária, Mujica será um presidente pragmático e negociador.
Ao mesmo tempo em que mantém uma boa relação com seu colega venezuelano, Hugo Chávez, o mandatário uruguaio flerta com os EUA e vai a organismos internacionais buscar recursos para financiar a infra-estrutura do país.
Na área econômica, ele aposta na manutenção das conquistas do ex-presidente Tabaré Vázquez, e nos conhecimentos que o vice-presidente Danilo Astori—ex-ministro da Economia do governo Tabaré—possui.
Assim, a expectativa em relação ao governo Mujica é muito positiva. Justamente por isso, mais de 60% dos uruguaios responderam, em recente pesquisa, que tem uma expectativa boa ou ótima em relação ao atual governo.
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Comentário (0)O ano de 2010 será bastante movimentado na América Latina. No
Uruguai, o ex-guerrilheiro tupamaro José Mujica toma posse como
novo Presidente. Ele será o responsável por dar continuidade às conquistas
econômicas e sociais inauguradas pela Frente Ampla no governo do atual
Presidente, Tabaré Vázquez, em 2005. No entanto, como toda troca de
governo, haverá mudanças. Há um debate, ainda que silencioso, sobre a
manutenção ou não do Uruguai como membro do Mercosul. Há importantes
correntes entre os aliados de Mujica que defendem uma postura uruguaia
mais próxima à postura chilena: ser associado, mas com poderes para
executar as parcerias comerciais de seu interesse. Com a chegada da
Venezuela, há um sentimento de que a força uruguaia, que já era pequena,
ficará menor ainda. Além disso, a provável politização do Mercosul não
favorece o Uruguai.
Ainda assim, acredito que 2010 será mais um ano equilibrado no Uruguai. Um
dos grandes desafios de Mujica será manter a população jovem no país, já
que o povo uruguaio está, em média, cada vez mais velho. A tendência de
jovens uruguaios é seguir estudos na Argentina ou em outros países, o que
prejudica a força de trabalho do país. Mujica terá de investir para que os
jovens uruguaios sintam que poderão ter oportunidades semelhantes de
trabalho em seu próprio país.
No Chile, após 20 anos no poder, a Concertación – coalizão de
centro-esquerda que governa o país desde 1990 – corre o risco de ser
derrotada pela forças de centro-direita, agrupadas em torno de Sebastian
Piñera, da Aliança por Chile. Ele disputará o segundo turno contra o
ex-presidente Eduardo Frei, representante da Concertación, no dia 17 de
janeiro. Assim como no Uruguai, o Chile encontra-se no “piloto
automático”. Fundamentos econômicos não são pontos de divergência entre os
candidatos, mas pontos de convergência. Com uma campanha inteligente,
Piñera evitou ataques contra Eduardo Frei e preferiu caracterizar o
Concertación como a “manutenção da velha política chilena”. Piñera se
coloca como o candidato que manterá as conquistas do Concertación, mas com
melhorias. Para conquistar um público ainda mais amplo, Piñera saiu um
pouco da postura conservadora e passou a defender casamento entre
homossexuais e distribuição da pílula do dia seguinte. Por outro lado,
mesmo com uma popularidade acima de 80%, Michelle Bachelet não conseguiu
transferir isso a Eduardo Frei.
No Brasil e na Colômbia, a agenda política girará em torno
das eleições. No Brasil, amparado na popularidade do Presidente Lula, o PT
tentará chegar ao terceiro mandato consecutivo com a ministra Dilma
Rousseff. Pelo lado da oposição, o governador de São Paulo, José Serra
(PSDB), tenta conduzir os tucanos novamente ao poder. A não ser que surja
um fato novo, a eleição brasileira tende a ser novamente polarizada entre
PT e PSDB, o que já ocorre desde 1994. Por ora, o placar dessa disputa
está em 2×2: Fernando Henrique Cardoso (PSDB) venceu em 1994 e 1998, e o
PT deu o troco em 2002 e 2006, elegendo e reelegendo Lula. A decisão dos
vices deverá ser o grande assunto na virada do ano. Pelo lado de Dilma,
Michel Temer perde força a cada dia e Henrique Meirelles ganha força. No
lado de Serra, o senador Agripino Maia é um nome que está sendo bem
cotado, e por isso é um dos que mais luta para que houvesse a saída do
governador José Arruda de seu partido, o Democratas.
Na Colômbia, o cenário pré-eleitoral está indefinido. O Presidente
Álvaro Uribe, embora não tenha anunciado, pretende buscar o terceiro
mandato consecutivo. No entanto, precisa que a Suprema Corte dê o aval
para a realização do referendo popular. Enquanto esta questão não for
resolvida, o tabuleiro eleitoral ficará com suas peças incompletas. Se for
candidato, Uribe entra como franco favorito e deve ser reeleito com
facilidade. Por sua vez, se o Presidente ficar impedido de buscar a
segunda reeleição consecutiva, o “plano B” é o ex-ministro da Defesa, Juan
Manuel Santos. Mesmo assim, Uribe seria plenamente capaz de eleger Juan
Manuel Santos. Sua impressionante popularidade e a confiança da população
em seu governo levaria uma grande parcela da população a votar em um
candidato escolhido por Uribe. No entanto, a tendência é realmente que
Uribe seja candidato.
Na Argentina e no México, o foco estará nas questões
econômicas. Na Argentina, estima-se que a inflação fechará 2009 em alta de
35%. Para piorar as coisas, o Kirchnerismo está perdendo força política.
Em 2007, ano em que se elegeu Presidente da Argentina, Cristina Kirchner
tinha uma popularidade de 55% e o apoio de 20 dos 24 governadores. Além
disso, contava com maioria no Congresso Nacional. Na Câmara, 161 dos 257
deputados eram Kirchneristas. No Senado, 47 dos 72 senadores faziam parte
de sua base. Cerca de dois anos depois, o capital político da mandatária
argentina foi seriamente afetado. Na Câmara, o Kirchnerismo conta com 104
dos 257 deputados em sua base. No Senado, 36 dos 72 senadores são
governistas. Para piorar as coisas, atualmente, apenas dez dos 24
governadores apoiam Cristina Kirchner. Com tantos problemas pela frente,
resta à Casa Rosada torcer pela recuperação econômica do país e que o
ex-presidente Néstor Kirchner retome o comando sobre o Partido
Justicialista (PJ), algo muito difícil de acontecer.
No México, a expectativa é que 2010 seja melhor que 2009. Por conta
da vinculação do país com a economia norte-americana, o PIB mexicano foi
fortemente atingido. Além de derrubar a popularidade do Presidente Felipe
Calderón, a conjuntura econômica desfavorável alavancou novamente o
lendário Partido da Revolução Institucional (PRI). Com cerca de três anos
de governo pela frente, Calderón aposta na recuperação da atividade
econômica para neutralizar seus dois principais adversários: o PRI e o
líder nacional Manuel López Obrador, do PRD.
No Bloco Bolivariano (Venezuela, Equador e Bolívia) podemos
aguardar um crescimento da retórica antiamericana. Na Venezuela,
Hugo Chávez testará sua popularidade e a do Partido Socialista Unido da
Venezuela (PSUV) nas eleições legislativas. Diferentemente de quatro anos
atrás, a oposição não boicotará as eleições, o que deve deixar a disputa
mais acirrada. No entanto, a oposição venezuelana padece de um mal muito
semelhante ao da oposição boliviana: não há articulação, há muitas
desavenças internas e disputas que desgastam seus nomes mais fortes. Desta
forma, caso não haja uma reestruturação sobre o que a oposição realmente
almeja alcançar, Chávez observará a implosão da oposição e terá uma
campanha relativamente tranquila. Na área econômica, o governo aposta que
o preço do barril do petróleo se valorize no mercado mundial. Se isso não
ocorrer, as dificuldades serão grandes, já que mais de 45% do Orçamento de
2010 foi destinado para gastos sociais. Além disso, a reserva que Chávez
conseguiu guardar quando o preço do barril estava acima dos US$ 100 já
está perto do fim. Ele depende, portanto, fortemente de um aumento no
preço do barril.
No Equador, o desafio do Presidente Rafael Correa será manter sua
elevada popularidade (cerca de 58% segundo as últimas pesquisas). Assim
como na Venezuela, o país terá problemas econômicos pela frente.
Dentro do Bloco Bolivariano, as atenções estarão voltadas para a
Bolívia. Após o resultado da última eleição presidencial, o
Movimento ao Socialismo – partido do Presidente Evo Morales – conquistou a
hegemonia no sistema político. O MAS, além de manter o controle da Câmara
dos Deputados, obteve maioria absoluta na Câmara dos Senadores. Assim, a
soma da popularidade de Morales com o poder conquistado pelo MAS deverá
fortalecer o projeto nacionalista-indigenista do mandatário boliviano. A
tendência é que a chamada “Refundação da Bolívia”, que foi travada pelo
Senado em diversas oportunidades, avance. Outro fator que ajuda Evo
Morales é a falta de articulação da oposição. Podemos esperar um governo
um pouco mais radical na Bolívia. Desta vez, Morales não terá tantos
entraves burocráticos, políticos e judiciais para implementar as mudanças
previstas na nova Constituição.
As políticas domésticas transcorrerão em 2010 muito semelhantes ao que
ocorreu em 2009 em todos os países. A geopolítica continental poderá
encontrar algumas movimentações um pouco mais diferentes. A conclusão das
compras militares pelo Brasil (caças, blindados, helicópteros e
submarinos) estimulará outros países a observarem seus próprios programas
militares. A Argentina, por exemplo, está aguardando algumas definições
sobre o Brasil para iniciar o seu processo de modernização das Forças
Armadas. Comenta-se que a escolha dos caças que o Brasil fizer afetará
diretamente a escolha que a Força Aérea Argentina fará. O Equador deverá
ser outro país que buscará uma modernização de suas Forças Armadas. O
Mercosul, por sua vez, iniciará uma nova fase em 2010. Com a entrada da
Venezuela, naturalmente, temas políticos passarão a fazer parte da agenda
do bloco. Isso poderá prejudicar a sobrevivência do Mercosul, uma vez que
já existe um membro pleno (Uruguai) onde a sociedade já discute se vale a
pena ou não continuar dentro do bloco.
Ao inaugurar obras de tratamento de água e esgoto no departamento de San Martín de Porres, o presidente do Peru, Alan García, afirmou que será difícil deixar o poder em 2011, ano que termina sua gestão.De acordo com García, até o final de 2011, seu objetivo será levar tratamento de água e esgoto para 98% dos peruanos.
Principal liderança política da Aliança Popular Revolucionária Peruana (APRA), Alan García terminará seu mandato como presidente no dia 28 de julho de 2011. Ele não poderá disputar a reeleição, pois a Constituição proíbe tal possibilidade.
García já havia sido presidente do Peru entre 1985 e 1990, quando teve uma gestão marcada pelo populismo, cris econômica e crescimento da violência. No mandato atual como presidente, sua agenda é totalmente distinta.
Apesar de ter sido eleito por um partido de esquerda, Alan García implementa um modelo econômico mais responsável, considerado positivo por parte do mercado.Mesmo com as críticas que sofreu e vem sofrendo, a aposta do presidente deu resultado, Em 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 9,84%. Em 2009, apesar da consequências da crise financeira mundial, especula-se que o Peru poderá crescer de a 1% a 1,5%.
Em função, o atual governo é comparado com as gestões de Alberto Fujimori (1990-2000) e Alejandro Toledo (2001-2006), administrações que se caracterizam pela abertura de mercado e atração de investimentos.
Apesar das críticas que sofre por, supostamente, governar apenas para os empresários, e da baixa popularidade—apenas 29% dos peruanos aprovam seu governo—García deve buscar uma nova candidatura a presidente em 2016.
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Comentário (0)O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou que as pessoas que não notam as conquistas de seu governo têm “problemas oftalmológicos”.Segundo a agência Ansa, o mandatário paraguaio disse que há o Paraguai das grandes maiorias que dividem as conquistas, e o Paraguai seleto, que não quer ver os avanços.
A manifestação de Lugo foi uma tentativa de responder a quem avalia que seu governo não cumpriu as promessas feitas durante a campanha.
Fernando Lugo ainda ressaltou a existência de “grandes interesses corporativos e políticos” contra os projetos de mudança e afirmou que o apoio da população “ridiculariza os manipuladores da realidade”.
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Comentário (0)Marco Enríquez-Ominami, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno da eleição para presidente do Chile, será decisivo na disputa entre Sebastián Piñera e Eduardo Frei, os dois candidatos que passaram ao segundo turno.Nos bastidores, a Concertación está fazendo todos os esforços possíveis para conquistar o respaldo de Ominami. A coalizão de centro-esquerda que governa o Chile desde 1990 já obteve o apoio de Jorge Arrate, candidato do Juntos Podemos. O Partido Comunista do Chile (PCCh) também aderiu a Frei.
Segundo o portal “América Econômica”, o desejo da Concertación é unir todos os seus antigos aliados no segundo turno para impedir o retorno da direita ao poder.
Um dos objetivos da Concertación é buscar um acordos com as forças políticas que integravam essa coalizão para modificar a Constituição, o sistema eleitoral e profundar os direitos humanos.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Comentário (0)O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou que no próximo ano (2010), serão destinados US$ 6,50 bilhões para o financiamento de 18 empresas estatais dedicadas aos setores estratégicos.O principal objetivo do mandatário boliviano é fazer com que o Estado tenha uma maior participação na economia.
O valor que serão destinados para as empresas estatais é considerado histórico se compararmos com 2005, ano em que as estatais receberam US$ 242 milhões.
A Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), a Empresa Metalúrgica Vinto, a Empresa de Apoyo a Produção de Alimentos (Emapa), e a Empresa Nacional de Eletricidade (ENDE) estão entre as beneficiadas.
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Comentário (0)Perto de encerrar seu mandato, a popularidade do presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, atingiu os 80%, índice recorde no país.Segundo a agência Ansa, um levantamento da consultoria Factum apontou que o mandatário uruguaio tem o apoio de 96% dos eleitores que costumam votar na Frente Ampla, coalizão de centro-esquerda que Vázquez faz parte.
Além disso, o atual presidente é bem visto por 63% dos eleitores tradicionais dos partidos Nacional e Colorado.
A sondagem também apontou que 80% dos uruguaios avaliam Tabaré Vázquez positivamente.
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