Archive for the ‘Chile’ Category

CHILE: País recrimina Venezuela por ofensas a observadores

Wednesday, July 21st, 2010

A chancelaria chilena qualificou de “inaceitáveis” os termos com os quais o congresso venezuelano proibiu que senadores chilenos sejam observadores das eleições parlamentares a serem realizadas na Venezuela.

Segundo a agência Afp, o Ministério das Relações Exteriores do Chile, ressaltou em um comunicado que “os termos com os quais está redigido o Acordo da Assembleia Nacional da República Bolivariana da Venezuela, a linguagem ofensiva e inapropriada com a qual se refere ao Senado (do Chile) é inaceitável e não condiz com o respeito mútuo que deve existir entre instituições que representam poderes de Estado”.

O mandatário venezuelano disse que não permitirá a entrada de senadores chilenos como observadores nas eleições legislativas de setembro.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

CHILE: A nova agenda de Sebastián Piñera

Thursday, April 15th, 2010

O presidente Sebastián Piñera planejava um governo de muitas realizações, prinicipalmente na gestão e geração de empregos. Piñera, é o primeiro chefe de Estado que não pertence a Concertación (coalizão de centro-esquerda que governou o Chile de 1990 e 2010). No entanto, o terremoto que atingiu o país mudou sua agenda de governo.

A partir de agora, a prioridade do presidente é com a reconstrução do país. Com criticas pontuais a ex-presidente Michelle Bachelet (elevados gastos, por exemplo), Piñera veem adotando uma forma de governo que é vista positivamente pela população chilena.

Hoje, segundo as últimas pesquisas, 52% avaliam bem seu governo. Mais do que isso, aprovam sua atuação como presidente.

Apesar do início promissor, há muitos desafios para Piñera. Ao que tudo indica, o presidente terá que dedicar seu mandato a reconstrução do Chile.

Se for bem sucedido, se firma como uma grande liderança. Caso contrário, poderá abrir as portas para o retorno da Concertación daqui há quatro anos, principalmente se os programas sociais do governo Bachelet naufragarem.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

CHILE: Eleitores de Ominami serão decisivos no segundo turno

Saturday, December 26th, 2009

Marco Enríquez-Ominami, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno da eleição para presidente do Chile, será decisivo na disputa entre Sebastián Piñera e Eduardo Frei, os dois candidatos que passaram ao segundo turno.Nos bastidores, a Concertación está fazendo todos os esforços possíveis para conquistar o respaldo de Ominami. A coalizão de centro-esquerda que governa o Chile desde 1990 já obteve o apoio de Jorge Arrate, candidato do Juntos Podemos. O Partido Comunista do Chile (PCCh) também aderiu a Frei.

Segundo o portal “América Econômica”, o desejo da Concertación é unir todos os seus antigos aliados no segundo turno para impedir o retorno da direita ao poder.

Um dos objetivos da Concertación é buscar um acordos com as forças políticas que integravam essa coalizão para modificar a Constituição, o sistema eleitoral e profundar os direitos humanos.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Especial Chile: Sentimento de renovação prejudicou transferência de votos

Monday, December 14th, 2009

Apesar do governo Bachelet ter sido muito eficiente na utilização dos programas sociais para alavancar sua popularidade, o sentimento de renovação ajuda a oposição.

O desgaste governista e a busca pelo “novo” começou dentro do próprio sistema político. A Concertación, que sempre se uniu para derrotar a direita, saiu com três candidaturas. Mais do que isso, Marco Enríquez-Onimani, candidato independente, fez mais de 20% dos votos.

São indicativos de que os políticos e o eleitorado chileno estão atrás do “novo”, sentimento que foi muito bem explorado por Sebastián Piñera e seus estrategistas.

Outro fator que prejudica o governo e ajuda a oposição é a candidatura de Eduardo Frei. Num cenário em que a palavra-chave é renovação, a escolha de um ex-presidente—mesmo que com um programa “novo”—facilitou a Piñera reforçar seu discurso de mudança.

Por já ter presidido o Chile e carregar o desgaste de 20 anos de governos da Concertación, ficou fácil rotular Frei como um candidato “velho”, que se opõem a renovação.

Especial Chile: Popularidade de Bachelet não ajudou Frei

Monday, December 14th, 2009

A elevada popularidade da presidente Michelle Bachelet (80%), era esperada pelos aliados de Eduardo Frei como um ponto favorável a Concertación. No entanto, a mandatária chilena não conseguiu transferir a popularidade para seu candidato.

Embora isso já fosse esperado—popularidade é pessoal e intransferível—os governistas mais confiantes acreditavam que a maior presença de Bachelet ao lado de Frei fosse ajudar a Concertación, fato que não ocorreu.

Ao mesmo tempo em que Michelle Bachelet terminará seu governo como a presidente mais popular da história do Chile, poderá ter que passar a faixa presidencial para Sebastián Piñera, seu adversário político.

Por: Carlos Eduardo Bellini

Especial Chile: Desgaste da Concertación prejudicou Frei

Monday, December 14th, 2009

O desgaste de 20 anos no poder é o principal obstáculo de Eduardo Frei, candidato da Concertación. A coalizão de centro-esquerda que governa o Chile desde 1990 busca o quinto mandato consecutivo na eleição presidencial deste ano.

A estratégia adotada por Frei para amenizar o desgaste de ser governo foi a adoção de um discurso progressista, considerado audacioso por muitos.

Diferentemente da eleição em que foi presidente (1994), na atual campanha, ele precisou moderar sua mensagem e recorrer a inúmeros recursos. No entanto, como Frei é um político que não desperta “paixões”, a estratégia da Concertación enfrenta obstáculos.

Uma nova Constituição foi a principal bandeira levantada pelo candidato, proposta considerada audaciosa para um político democrata-cristão.

A proposta de Eduardo Frei foi elaborada com objetivo de relacionar Sebastián Piñera com o a ditadura de Augusto Pinochet. Na avaliação de Frei, a Carta Magna é a mesma imposta pelo ditador em 1980.

Assim como Piñera, o candidato governista também aposta no reconhecimento legal às uniões entre pessoas do mesmo sexo e a distribuição gratuita de pílulas do dia seguinte no sistema público de saúde. Além disso, propôs 17 iniciativas na área dos direitos humanos.

Frei é um defensor da continuidade da Concertación no poder por entender que é necessário aprofundar a democratização e o desenvolvimento do país, marcas dos governos de centro-esquerda.

Outro ponto do discurso de Eduardo Frei é a promessa de ampliar os programas sociais do governo Bachelet que, segundo ele, serão suspensos caso Piñera se eleja presidente.

Diante disso, podemos esperar no 2º turno uma campanha mais agressiva por parte de Frei conta seu adversário, pois, pela vantagem conquistada no 1º turno, o representante da Concertación entrará na disputa em desvantagem.

Por: Carlos Eduardo Bellini

Especial Chile: Direita poderá quebrar hegemonia da Concertación

Monday, December 14th, 2009

Sebastián Piñera, candidato da Aliança Por Chile (centro-direita), obteve 44,03% dos votos válidos e disputará o 2º turno contra Eduardo Frei, representante da Concertación, coalizão de centro-esquerda, que conquistou 29,62%.

Na terceira colocação ficou Marco Enríquez-Ominami, candidato independente, com 20,12%, seguido de Jorge Arrate, do Juntos Podemos (esquerda), com 6,21%¨.

A vantagem conquista por Piñera no 1º turno foi possibilitada pelo desgaste da Concertación – a coalizão governista se dividiu em três candidaturas – e pela estratégia bem sucedida da Aliança por Chile em explorar a agenda de esquerda. Para conquistar o eleitor de classe média, Piñera defendeu a união civil entre homossexuais e a distribuição da pílula do dia seguinte.

A adoção de um tema estranho à agenda da direita revela um dos pontos cruciais da nova estratégia de Piñera, derrotado em 2005 pela presidente Michelle Bachelet: mostrar-se como candidato que se preocupa com temas que não fazem parte do discurso conservador.

Como não pode se opor as conquistas do governo Michelle Bachelet – aprovada por cerca de 80% dos chilenos – Piñera prometeu manter os programas de proteção social da atual gestão.

A preocupação de Piñera com a classe média baixa faz sentido. Esse segmento cresceu nos últimos anos e se tornou chave na eleição.

Embora a estratégia tenha surtido efeito, os segmentos mais conservadores estão descontentes com o movimento de Piñera em direção ao centro.

Independente dos juízos ideológicos, o fato é que a agenda estratégica proposta pelo candidato de oposição conseguiu encurralar a Concertación, aproximando a direita de uma vitória histórica no Chile – desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, os conservadores estão fora do poder.

Por: Carlos Eduardo Bellini

CHILE: Risco de derrota histórica mobiliza Concertación

Tuesday, October 27th, 2009

Nos últimos dias, o primeiro escalão do governo Michelle Bachelet desembarcou de “corpo e alma“ na campanha do candidato da Concertación, Eduardo Frei.O ministro da Fazenda, Andrés Velasco, e a ex-ministra Serviço Nacional da Mulher, Laura Albornoz , além da própria presidente do Chile (Michelle Bachelet) e de sua mãe, Ângela Jeria, estão participando ativamente da campanha eleitoral.

Apesar da popularidade de Bachelet ultrapassar os 70%—maior índice de aprovação popular de um chefe de Estado na história do Chile—o candidato governista não está conseguindo crescer nas pesquisas, muito pelo contrario.

Segundo a última pesquisa do Centro de Estudos da Realidade Contemporânea (Cerc), a Concertación (coalizão de centro-esquerda que governa o país desde 1990) pode sofrer uma derrota histórica.

Na sondagem, o candidato da Aliança por Chile (oposição), Sebastián Piñera, lidera com 41%, seguido de Eduardo Frei, da Concertación, e Marco Enriquez-Ominami, candidato independente, cm 20%.Na pesquisa anterior, realizada em julho, seus índices eram, respectivamente, de 39%, 25% e 14%. Ou seja, Piñera cresceu 2%, Frei caiu 5% e Enríquez-Ominami subiu 7%.

Diante deste cenário de adversidade para o candidato governista, a presidente Michelle Bachelet abraçou a campanha da Concertación. Em suas manifestações, ela tem dito que Frei dará continuidade as políticas sociais de seu governo.

A grande incógnita é saber o potencial que a mandatária chilena possui para alavancar seu candidato.

Se por um lado, ela pode ajudar transformando a eleição num plebiscito de seu governo, por outro, pode atrapalhar na medida em que Eduardo Frei terá dificuldades em conquistar os eleitores com sua própria agenda.

 

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

CHILE: Presidentes da Unasul se reunirão em julho no país

Wednesday, May 13th, 2009

Os presidentes da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) se reunirão nos dias 7 e 8 de julho em Santiago, informou na última segunda-feira (11) o chanceler chileno, Mariano Fernández. Segundo a agência Ansa, ele disse que o encontro tem como objetivo discutir o contexto político e econômico vivido pela região.Na ocasião, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, que exerce também a presidência temporária do bloco, transmitirá o cargo a seu colega equatoriano, Rafael Correa. Fernández também anunciou que viajará ao Equador no próximo dia 19 para se reunir com o chanceler Fander Falconí a fim de discutir a agenda da cúpula de julho.

 

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

CHILE: Aprovado o voto voluntário no país

Sunday, January 25th, 2009

Na última quarta-feira (21), a Câmara dos Deputados do Chile aprovou com ampla maioria um projeto de emenda constitucional que introduz o voto voluntário e a inscrição automática para as eleições. Segundo a agência Ansa, o número de eleitores aumenta de 8 para 11,8 milhões com a decisão.A emenda possibilita que todo chileno, ao completar 18 anos, terá o direito de votar, sem que para isso seja preciso nem mesmo tirar o título de eleitor. Desse modo, o voto poderá ser feito com a carteira de identidade, o que permitirá o voto de chilenos que vivem fora do país.

No entanto, a mudança não deve entrar em vigor antes das próximas eleições presidenciais do país – previstas para dezembro deste ano -, pois o projeto ainda precisa da aprovação do Senado, que estará em recesso até o mês de março.

A presidente chilena, Michele Bachelet, destacou a importância da aprovação do projeto na Câmara ao afirmar que, no Chile, a democracia é também uma grande festa que convoca todos seus cidadãos a fazer parte das decisões.

 

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

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