Archive for July, 2009
Tuesday, July 28th, 2009
O governo boliviano acredita que, até o final do ano, aumentará as vendas de gás natural ao Brasil, garantindo um crescimento econômico de 4%. A projeção foi feita pelo ministro da Fazenda, Luis Arce, em entrevista concedida ao canal estatal de televisão.Na avaliação de Arce, o Brasil necessitará de mais gás durante o verão para a refrigeração de suas cidades. Essa demanda aumentará o consumo de energia e, consequentemente, a importação do gás natural boliviano.
Na semana passada, o Instituto Nacional de Estatística (INE) informou que no primeiro trimestre do ano a economia da Bolívia cresceu 2,1%. Porém, o setor de hidrocarbonetos, que é o motor do desenvolvimento do país, caiu 20%.
Apesar da baixa no setor, o ministro acredita que a Bolívia será um dos poucos países da região a registrar uma elevação em seu Produto Interno Bruto (PIB).No início deste ano, a Comissão Economia para América Latina (CEPAL) estimou que a economia da Bolívia cresceria 2,5% até dezembro, enquanto que o Fundo Monetário Internacional (FMI) situou a projeção em 2,2%.
No entanto, para as autoridades bolivianas, o crescimento de 2,1% do primeiro trimestre é um sinal de que se atingirá 4% em 2009.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Tuesday, July 28th, 2009
O Instituto Nacional de Estatísticas do Uruguai, órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento Social do país, revelou que cerca de 180 mil uruguaios deixaram a linha da pobreza. Os dados do último ano apontam que em dezembro de 2007 havia no Uruguai 26% de pessoas pobres, enquanto que em 2008, no mesmo mês, este número caiu para 20,5%.Segundo a agência Ansa, 683.480 dos cerca de 3,3 milhões de habitantes estão hoje na linha da pobreza. Informe do instituto indica que em todos os grupos de idade foram registradas diminuições. No entanto, ainda é evidente a concentração da pobreza entre os menores.
Entre os menores de 12 anos, a queda foi significativamente mais forte, com oito pontos percentuais a menos. Já a população com até cinco anos de idade registrou uma queda de 46,9% em 2007 a 39,4% em 2008; e de seis a 12 anos, este número foi de 46,8% a 37,3%.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Tuesday, July 28th, 2009
O governo do presidente Felipe Calderón recebeu nota 5,18, em uma escala de zero a dez, de acadêmicos e pesquisadores mexicanos, que fazem parte da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) e do Centro de Investigação e Docência Econômica. Segundo a agência Ansa, a nota foi dada com base nos resultados insuficientes obtidos em políticas prioritárias ao país, como segurança pública, economia, desenvolvimento social, política internacional, meio ambiente e democracia.Com base nas análises das promessas de campanha do mandatário, que tomou posse em dezembro de 2006, e do Plano Nacional de Desenvolvimento 2007-2012, o grupo de especialistas alcançou o valor 5,18.
De acordo com uma pesquisa divulgada em junho pelo jornal mexicano Reforma, o governo de Calderón possui 69% de aprovação, contra 66% registrado em março e 64% em dezembro do ano passado.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Tuesday, July 28th, 2009
O Banco do Sul, integrado por sete países sul-americanos, entrará em operação em 2010, afirmou na última sexta-feira (24) o ministro coordenador da Política Econômica do Equador, Diego Borja. Segundo a agência Efe, ele disse também, durante a Cúpula do Mercosul em Assunção, que avançou em todos os processos para sua constituição de forma responsável.Em maio, Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela firmaram o acordo definitivo para inaugurar o Banco do Sul, com um capital inicial de US$ 7 bilhões – dos quais Brasil, Argentina e Venezuela fornecerão US$ 2 bilhões, cada um. “Superamos os empecilhos, já definimos um esquema de votação, de modo que acho que saiu de uma estagnação, que certamente houve, e que agora já vai entrar em operação”, ressaltou o ministro.
Borja informou ainda que os investimentos na entidade regional serão feitos em um prazo de dez anos, de acordo com o tamanho das economias de cada um dos parceiros. Equador e Uruguai investirão US$ 400 milhões cada um e os US$ 200 milhões restantes serão desembolsados igualmente pela Bolívia e pelo Paraguai.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Tuesday, July 28th, 2009
Publicado no jornal O Tempo de Belo Horizonte
Brasil permanece neutro em um continente que se divide
Blocos com Chávez de um lado e com Lula de outro são tidos como voláteis
Renata Medeiros
Ainda que sem muita força ou consistência, a América Latina hoje se divide em dois blocos que seguem diferentes linhas de regime político: um liderado pelo Brasil, outro, pela Venezuela. Nosso país vem seguido por Peru, Chile e Colômbia, enquanto Bolívia, Equador e Nicarágua se alinham aos ideais defendidos pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. Neste contexto em que as nações latino americanas buscam alianças estratégicas, o Brasil, porém, insiste em conservar sua neutralidade em busca de seus interesses.
A estatização de setores da economia, assim como a centralização do poder nas mãos do chefe de Estado são características marcantes do grupo liderado pela Venezuela, chamado Bolivariano. Segundo o especialista em política internacional Ricardo Ghizi, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, é principalmente o discurso agressivo de Chávez que sustenta uma fragmentação bipolarizada da América Latina. “Essa situação traz focos de tensão ao continente e impulsiona uma corrida armamentista na região”, comenta.
O golpe militar em Honduras, no último mês, de acordo com Ghizi, ilustra o recente alinhamento que ocorre dentro da América Latina. No dia em que o presidente do país, Manuel Zelaya, foi deposto, seria realizada em Honduras uma consulta popular para abrir caminho a uma futura Assembleia Constituinte. O objetivo de Zelaya, segundo seus críticos, era instituir a reeleição no país, vetada pela Constituição. “O golpe é fruto desse alinhamento que hoje marca a história do continente. Zelaya tentou implantar em Honduras um regime nos moldes de Chávez”, explica Ghisi.
Interesses. Diferente da Venezuela, o Brasil adota uma política mais pacifista, apresentando-se como líder do grupo de países que se esforçam para se aproximar das nações desenvolvidas. Diretor da Arko América Latina, Thiago de Aragão diz que o Brasil, assim como a Argentina, faz parte dos países latino americanos que ele define como “outsiders”. “Essas nações jogam sozinhas, barganhando com todos. O Brasil negocia com as diversas nações, mas é indeciso. Ele dança conforme a música”, avalia. “O Brasil demora a se colocar agressivamente e, dessa maneira, acaba perdendo liderança para Hugo Chávez”, completa Ghizi.
Especialista em política latino-americana da London School of Economics, Francisco Panizza não descarta a ideia de que o continente se fragmenta em dois blocos distintos, mas pondera dizendo que, apesar das diferenças, os grupos, liderados por Venezuela e Brasil, não podem ser considerados totalmente antagônicos ou mesmo inimigos. “Os blocos possuem interesses em comum, principalmente relacionado às questões econômicas”, garante.
Já o especialista em América Latina Pietro Alarcón, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, não enxerga uma bipolariazação, mas falta de sintonia na maneira dos países lutarem pelo interesse comum do continente. “As nações latino-americanas buscam o mesmo propósito. Destaque frente ao cenário internacional. Mas a Venezuela tem uma proposta mais ágil, enquanto o Brasil leva esse processo adiante com calma, avaliando cada etapa”, diz.
União. Apesar do alinhamento entre os países, os blocos formados no continente não são sólidos. Aragão destaca que há dois anos, por exemplo, o Paraguai se posicionava contra o bolivarianismo, ideologia defendida por Chávez. Hoje, o país adota o mesmo comportamento das nações lideradas pelo presidente venezuelano. “Os países na América Latina tendem a olhar para eles mesmos. Não há alianças no continente que perdurem há 20 anos. Hoje a relação entre duas nações está bem. De uma hora para outra essa realidade pode ser bem diferente”, finaliza.
Mudança
União seria chave para crescimento
Unificação é a palavra chave para o desenvolvimento da América Latina, mas, segundo especialistas, essa é uma realidade ainda distante. “Diferenças internas, econômicas e políticas tornam difícil a união entre as nações latino-americanas, assim como a falta de instituições fortes dentro desses países”, diz o especialista em política latino-americana Francisco Panizza.
Por outro lado, a eleição do líder norte-americano Barack Obama é vista como uma maneira de amenizar tensões no continente, já que, diferente do ex-presidente George W. Bush, ele se mostra disposto a dialogar e estar mais atento ao continente.
“Hoje já há evidências que sinalizam inclusive uma possibilidade de reaproximação entre o bloco bolivariano, liderado pela Venezuela, e os Estados Unidos”, comenta o especialista em América Latina Osvaldo Dehon, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. (RM)
Publicado em: 20/07/2009
Friday, July 10th, 2009
Elaborado por: Carlos Eduardo Bellini
O governo da Bolívia dobrou os recursos do fundo destinado a subsidiar setores exportadores. A decisão ocorreu depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou a manutenção da suspensão dos benefícios tarifários concedidos pela Lei de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas (ATPDEA).
Com a perda das vantagens no mercado norte-americano, agora o governo da Bolívia terá a sua disposição US$ 16 milhões para auxiliar sua indústria a pagar as tarifas cobradas no acesso aos EUA. Além disso, os juros para a liberação de recursos foram reduzidos de 8% para 6%.
A avaliação do presidente da Bolívia, Evo Morales, é de que, dessa forma, será possível garantir a continuidade das exportações. Também serão injetados US$ 10 milhões no fundo da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), criado para apoiar exportações dos membros do bloco.
Morales também revelou que os recursos de US$ 160 milhões do Banco de Crédito Produtivo serão incrementados em US$ 50 milhões com o objetivo de apoiar a produção interna e a geração de empregos.
A iniciativa do governo boliviano ocorre depois que os empresários locais manifestaram sua preocupação com o fim dos benefícios da ATPDEA. Estima-se que o prejuízo será de US$ 60 milhões.
Friday, July 10th, 2009
Elaborado por: Carlos Eduardo Bellini
Conheça um pouco dos vencedores e perdedores das eleições legislativas realizadas na semana passada – uma prévia da disputa presidencial de 2011.
VENCEDORES
Maurício Macri: O prefeito de Buenos Aires conseguiu vencer na Capital Federal, onde elegeu seu braço direito, Gabriela Michetti. Também se beneficiou com a vitória de Francisco de Narváez, da União-PRO, sobre o ex-presidente Néstor Kirchner. O resultado o credencia para 2011, porém, terá o desafio de converter o PRO numa organização nacional e não apenas portenha (restrita a Buenos Aires). Se quiser ser candidato a presidente, precisará estender sua força para o interior da Argentina, um terreno muito difícil de conquistar por estar dominado por caudilhos e caciques peronistas.
Carlos Reutemann: Sua eleição para o Senado em Santa Fé o credencia para ser o novo líder do Partido Justicialista (PJ). Reutemann tem como objetivo mudar a imagem do peronismo – hoje associada ao centralismo do casal Kirchner. Está na bolsa de apostas para 2011. No entanto, assim como Macri, carece de base política no interior da Argentina.
Eduardo Duhalde: Depois de formar as bases para a recuperação do país juntamente com o ex-ministro da Economia, Roberto Lavagna, o ex-presidente rompeu com Néstor Kirchner uma liderança política criada por Duhalde. A aliança dele com Macri, Felipe Solá e De Narvaéz contribuiu para a derrota do Kirchnerismo. Será fundamental na definição dos rumos do peronismo em 2011.
Júlio Cobos: Rompido com a presidente Cristina Kirchner, o atual vice-presidente é uma das esperanças da União Cívica Radical (UCR) depois das vitórias de seus candidatos em Mendoza e Corrientes. Poderá ser uma aposta da esquerda moderada para 2011.
PERDEDORES
Néstor Kirchner: Sai das eleições municipais como o grande derrotado. O ex-presidente sofreu seu primeiro revés desde 2003, ano em que se elegeu presidente. Enfraquecido, a tendência é que ele compartilhe seu poder com forças emergentes para preservar posições conquistadas nos últimos anos. Ao que tudo indica, o domínio centralizado exercido por Kirchner faz parte do passado. Mesmo mantendo bases importantes no interior do país, a Frente para a Vitória, corrente do PJ controlada pelo ex-presidente, sai das urnas derrotada. Apesar de ter vencido em 13 províncias – Chubut, Tucumán, San Juan, Salta, Santiago del Estero, Tierra del Fuego, Formosa, Chaco, La Rioja, Jujuy, Río Negro, Misiones e Santa Cruz – perdeu nos cinco colégios eleitorais mais importantes do país (Capital Federal, Buenos Aires, Santa Fé, Córdoba e Mendoza).
O governo Cristina Kirchner: Sai da eleição sem a relativa cômoda maioria que contava no Legislativo. O governo perdeu 16 dos 60 deputados que estavam em jogo. Além disso, não terá quorum próprio no Senado: dos 12 senadores em jogo, perdeu 4. Com 36 senadores, a presidente necessitará de um aliado oposicionista para ter maioria, algo que até agora nunca havia ocorrido na época Kirchnerista. Cristina Kirchner deve aprender agora a negociar e a pactuar, algo também em que não tem se dado bem até agora.