VENEZUELA: Indústria demonstra pessimismo com situação econômica

Eduardo Gómez Sigala, presidente da Confederação de Industriais da Venezuela (Conindustria), avalia que a produção nacional apresentará uma redução de pelo menos 3% em 2009. No seu entendimento, isso será causado pelas políticas adotadas pelo presidente Hugo Chávez.Para Sigala, o resultado negativo deverá agravar a já difícil situação vivida pela indústria do país, que no ano passado avançou apenas 1,5%. Os motivos que estariam prejudicando a atividade produtiva são:

1)Prioridade às importações em detrimento dos produtos nacionais;

2)Dificuldade para obter insumos;

3)Política oficial de “perseguição” à atividade empresarial.

O presidente da Conindustria considera que as áreas mais afetadas são as de embalagens, artes gráficas, indústria automotriz, mecânica e petroleira. Não bastasse isso, o empresário reclamou do atraso no repasse de dólares, o que causa paralisações da produção.O panorama negativo descrito pelo setor industrial é consequência da redução do valor do petróleo, principal produto de exportação da Venezuela. Em razão desse cenário adverso, a Comissão de Administração de Divisas da Venezuela (Cadivi) reduziu o teto para as remessas enviadas do país para o exterior de US$ 1.800 para US$ 900 ao mês.

Antes disso, no dia 1º de janeiro de 2009, o governo havia reduzido de US$ 5.000 para US$ 2.500 o montante anual que os venezuelanos podem levar ao exterior.

 

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

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